A procura por orientação diante das mudanças no sistema tributário levou o Simulador da Reforma Tributária do Sebrae a ultrapassar 18.183 simulações nos últimos 30 dias. Só nos últimos sete dias, a ferramenta gratuita registrou 4.541 acessos. O recurso permite ao empreendedor comparar diferentes cenários de tributação para a sua empresa.
As empresas de pequeno porte (EPP) lideram a procura, com 59,2% do total de simulações (10.761 acessos) no período. Em seguida aparecem as microempresas (ME), com 37% das consultas (6.728 acessos), os microempreendedores individuais (MEI), com 1,9% (351), e os cadastros não informados, também com 1,9% (343).
Tanto microempresas quanto empresas de pequeno porte precisam planejar o impacto da nova tributação. Segundo o analista de Competitividade e especialista em Direito Tributário do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, as EPP acessam em maior número por causa da própria estrutura: muitas já contam com equipes ou funcionários dedicados à área administrativa e financeira.
Cobrança “por fora do DAS”
Uma das principais dúvidas dos empreendedores é o Simples Híbrido, opção criada com a Reforma Tributária em que o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) são recolhidos separadamente da guia única.
A vantagem de recolher CBS e IBS separadamente está na possibilidade de aproveitar créditos tributários nas compras e de gerar créditos integrais para os clientes, quando estes são outras empresas.
“Os dois principais pilares são: o volume de insumos da empresa que são passíveis de gerar créditos tributários e se os produtos e serviços vendidos por ela podem ter uma alíquota reduzida no regime geral. Porém, é fundamental simular e planejar com calma, pois cada empresa tem suas particularidades operacionais e de cadeia de suprimentos”, orienta Fernandes.
Relatórios devem ser levados ao contador
O Simulador da Reforma Tributária foi desenhado para traduzir conceitos complexos da nova legislação em diagnósticos práticos para o dia a dia do negócio.
O Sebrae reforça que, depois da simulação, o empresário deve levar os relatórios gerados para discussão com o contador de confiança. Assim, a decisão passa a ser respaldada por um estudo formal das peculiaridades da empresa.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae
